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quinta-feira, 23 de março de 2017

RELACIONAMENTOS - O QUE BUSCAMOS NO OUTRO?


RELACIONAMENTOS - O QUE BUSCAMOS NO OUTRO?
(Por: Paulo Roberto Dantas)

Com frequência ouço pessoas que estão procurando um parceiro, um companheiro e quando tentado a perguntar o “por que”, ouço um “para que”. A resposta é muitas vezes: “para dividir problemas”. Porém, observo que os relacionamentos não se estabelecem com esta premissa.
Percebi ainda, que pessoas que já se estabeleceram profissionalmente e já passaram por relacionamentos, a busca é por alguém para dividir prazeres e, pelo incrível que pareça, é até um pouco mais difícil. É incrível, mas a dificuldade pode se apresentar maior para encontrar alguém para dividir prazeres do que problemas.
É bom lembrar que num relacionamento não se divide, soma-se. Se a busca se baseia em problemas, estes não serão divididos, mas somados. Se tens um problema e pensa em alguém para dividir, corre-se o risco de continuar com eles e adquirir o do outro.
Isso se dá porque depois de algum tempo normalmente aprendemos a conviver com muita das nossas limitações, ou os chamados “problemas”, se não quando já os resolvemos de alguma forma.
Relacionamentos não surgem para solucionar, esquecer ou fugir de algo que não conseguimos sozinhos. Tão pouco para aplacar a solidão que sentimos quando estamos só, mas poderá nos alimentar melhor quando sentimos a solidão mesmo estando cercado de pessoas. Relacionar é participar, é completar. Não é a busca de uma vida nova, mas o alcance da plenitude do que já vivemos de bom, é enriquecer um caminho que já vínhamos trilhando.
Tenho assistido muitos casamentos ultimamente, principalmente pelo fato de meus sobrinhos, e filhos de primos, que tem pouca diferença um do outro, alcançarem a idade que normalmente se contrai o matrimônio. Conheço as cerimônias de casamentos em algumas religiões. Creio que os noivos devem estar nervosos suficiente para não se ater nas palavras proferidas pelo interlocutor da igreja na celebração do casamento.
A impressão que me dá é que ali ambos os noivos estão contraindo uma “dívida”, que tem que ser saldada de qualquer forma, na saúde ou na doença, na alegria e na tristeza. Alguns até exemplificam que haverá brigas, desavenças, mau humor, etc. Acho inclusive muito semelhante quando alguém tem um filho, comumente e infelizmente, naquele apogeu de alegria que permeiam os jovens pais logo após o nascimento do esperado filho ouvem dos amigos: “acabaram suas noites de sossego, agora você vai ver como é difícil criar alguém”. E, se após um ano ou dois, você disser que seu procedente é comportado e não dá trabalho, pode ainda ouvir: “por enquanto, vai ver na adolescência”. E, se na adolescência, ele (ou ela) ainda não der preocupações suficiente, poderá ouvir: “vais ver na juventude”. Forma estranha esta de saudar uma dádiva que é a maternidade e paternidade.
Enfim, relacionamentos não são para resolver problemas, mas potencializar o prazer.
Paulo R Dantas

Fonte : Facebook

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